Marcha a Brasília reúne prefeitos do Sul para debater ameaças ao orçamento municipal

Brasília (DF)

Prefeitos da Região Carbonífera estiveram em Brasília de segunda a quinta-feira (18 a 21) para a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) foi representada pelo presidente Vagner Espíndola, o Vaguinho, prefeito de Criciúma, pelo prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin, e pela prefeita de Urussanga, Stela Talamini.

Com o tema “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”, o encontro reuniu mais de 15 mil participantes, o maior público já registrado pelo evento, segundo a organização. Durante quatro dias, prefeitos, gestores e lideranças municipalistas debateram pautas junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Um dos principais alertas do encontro foi sobre as chamadas pautas-bomba: projetos de lei que aumentam as despesas das prefeituras sem indicar fonte de custeio. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o impacto potencial pode chegar a R$ 270 bilhões aos cofres municipais.

“Os assuntos tratados dizem respeito diretamente às nossas cidades. Muitos projetos de lei são discutidos no Congresso sem que os prefeitos sejam ouvidos. Isso afeta as contas públicas e a capacidade de investimento e de prestação de serviços à população. Por isso, é fundamental manter essa aproximação e acompanhar cada pauta de perto”, diz Vaguinho.

A programação contou com 36 arenas temáticas com técnicos, consultores da CNM, especialistas do poder público e empresas parceiras, com orientações sobre gestão municipal, boas práticas e atualização normativa.

Criciúma apresenta boas práticas

O prefeito de Criciúma participou da programação também como palestrante, apresentando boas práticas na gestão pública municipal em um dos painéis do evento. Santa Catarina teve presença expressiva, com 140 prefeitos no encontro.

Para Vaguinho, a participação da Amrec reforça a necessidade de união entre os municípios da região. “Os recursos que estão em Brasília vêm dos impostos pagos nas nossas cidades. Nada mais justo do que reivindicar que esses valores voltem em ações que façam diferença na vida das pessoas”, destaca.

 


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